A PESQUISA / MEMÓRIA E ECONOMIA CRIATIVA
Quem mantém a tradição viva está no centro da pesquisa.
Das histórias contadas pelas mestras e pelos mestres às condições de continuidade dos grupos, o Observatório aproxima patrimônio cultural, educação musical e desenvolvimento local.
Em Sergipe, a música acompanha danças, festas e encontros comunitários. Cada manifestação carrega repertórios, vestimentas, instrumentos e saberes transmitidos entre gerações. Conhecer as pessoas que sustentam essas práticas é o ponto de partida do Observatório de Cultura e Economia Criativa.
A pesquisa mapeia e estuda manifestações músico-culturais tradicionais do estado para compreender suas histórias, suas expressões artísticas e as dificuldades enfrentadas pelos grupos. Mais do que reunir nomes e localidades, esse trabalho busca reconhecer necessidades e identificar oportunidades de valorização e sustentabilidade cultural.
Uma trajetória que começa na educação musical
O percurso teve início por volta de 2010, com a pesquisa sobre manifestações musicais de Sergipe e a criação do grupo de pesquisa Educação Musical através das Manifestações Musicais de Sergipe, cadastrado na UFS e no CNPq. Docentes e estudantes da Licenciatura em Música da UFS participaram dessa etapa, com a colaboração de bolsistas do PIBID.
Entre 2010 e 2014, os encontros alcançaram expressões como o Samba de Pareia de Dona Nadir, o São Gonçalo da Mussuca, o Samba de Coco, o Samba de Roda, o Ilariô de Pirambu e as Taieiras de Laranjeiras. Entrevistas e observações permitiram conhecer histórias orais, cantos, danças e formas de organização dos grupos.
Esse caminho deu origem ao livro Educação musical através das manifestações culturais de Sergipe, organizado por Rejane Harder e publicado em 2015 pela SEGRASE/EDISE. Voltada a estudantes e educadores da Educação Básica, a publicação reuniu histórias de dez grupos e aproximou seus saberes do ensino de música.
Escutar as comunidades para compreender as mudanças
A segunda etapa amplia o olhar para os territórios sergipanos e para as transformações vividas pelos grupos ao longo do tempo. Quem participa dessas manifestações? Como os saberes são transmitidos? Que apoio os grupos recebem? Quais dificuldades ameaçam sua continuidade? Essas perguntas orientam a investigação.
O caminho combina mapeamento, entrevistas presenciais, observação e formulários. As conversas com mestras, mestres e integrantes ajudam a compreender experiências que os números, sozinhos, não explicam. O levantamento de dados permite organizar informações sobre a atuação dos grupos e suas condições sociais e econômicas.
O que a cultura tem a ver com a economia?
Uma apresentação musical pode mobilizar muito mais do que o grupo que está em cena. Ao redor dela, podem trabalhar produtores, agentes culturais, vendedores de alimentos, restaurantes e serviços ligados ao turismo. A pesquisa examina essas relações e as possibilidades de fortalecer a economia criativa nos povoados, municípios e regiões.
Investigar esse potencial não significa reduzir a cultura à geração de renda. O desafio é compreender como o reconhecimento dos saberes, o apoio às comunidades e melhores condições de atuação podem caminhar juntos, respeitando as características de cada manifestação.
Conhecimento que volta para a sociedade
O Observatório busca produzir informações que contribuam para políticas públicas culturais e para estratégias de continuidade dos grupos. Publicações, palestras e ações de divulgação integram esse compromisso de compartilhar o conhecimento com comunidades, educadores, pesquisadores, agentes culturais e gestores.
Este site faz parte da divulgação da pesquisa: um espaço para aproximar o público das manifestações músico-culturais de Sergipe, de suas histórias e das questões que orientam a investigação.

PESQUISADORA PRINCIPAL
MÚSICA & PROJETOS SOCIAIS
MÚSICA & FORMAÇÃO



