OBSERVATÓRIOCULTURA & ECONOMIA CRIATIVA

CULTURA POPULAR / PESQUISA EM SERGIPE

Entre cantos e tradições, a cultura de Sergipe em pesquisa.

O Observatório de Cultura e Economia Criativa reúne histórias de mestras, mestres e comunidades para compreender como as manifestações músico-culturais se mantêm vivas e quais caminhos podem fortalecer seu futuro.

SERGIPE, BRASIL DIVULGAÇÃO DA PESQUISA

Taieira de Laranjeiras: grupo em cortejo
Taieira de LaranjeirasAcervo pessoal de Rejane Harder · Sobre as imagens

A PESQUISA / MEMÓRIA E ECONOMIA CRIATIVA

Quem mantém a tradição viva está no centro da pesquisa.

Das histórias contadas pelas mestras e pelos mestres às condições de continuidade dos grupos, o Observatório aproxima patrimônio cultural, educação musical e desenvolvimento local.

Em Sergipe, a música acompanha danças, festas e encontros comunitários. Cada manifestação carrega repertórios, vestimentas, instrumentos e saberes transmitidos entre gerações. Conhecer as pessoas que sustentam essas práticas é o ponto de partida do Observatório de Cultura e Economia Criativa.

A pesquisa mapeia e estuda manifestações músico-culturais tradicionais do estado para compreender suas histórias, suas expressões artísticas e as dificuldades enfrentadas pelos grupos. Mais do que reunir nomes e localidades, esse trabalho busca reconhecer necessidades e identificar oportunidades de valorização e sustentabilidade cultural.

Uma trajetória que começa na educação musical

O percurso teve início por volta de 2010, com a pesquisa sobre manifestações musicais de Sergipe e a criação do grupo de pesquisa Educação Musical através das Manifestações Musicais de Sergipe, cadastrado na UFS e no CNPq. Docentes e estudantes da Licenciatura em Música da UFS participaram dessa etapa, com a colaboração de bolsistas do PIBID.

Entre 2010 e 2014, os encontros alcançaram expressões como o Samba de Pareia de Dona Nadir, o São Gonçalo da Mussuca, o Samba de Coco, o Samba de Roda, o Ilariô de Pirambu e as Taieiras de Laranjeiras. Entrevistas e observações permitiram conhecer histórias orais, cantos, danças e formas de organização dos grupos.

Esse caminho deu origem ao livro Educação musical através das manifestações culturais de Sergipe, organizado por Rejane Harder e publicado em 2015 pela SEGRASE/EDISE. Voltada a estudantes e educadores da Educação Básica, a publicação reuniu histórias de dez grupos e aproximou seus saberes do ensino de música.

Escutar as comunidades para compreender as mudanças

A segunda etapa amplia o olhar para os territórios sergipanos e para as transformações vividas pelos grupos ao longo do tempo. Quem participa dessas manifestações? Como os saberes são transmitidos? Que apoio os grupos recebem? Quais dificuldades ameaçam sua continuidade? Essas perguntas orientam a investigação.

O caminho combina mapeamento, entrevistas presenciais, observação e formulários. As conversas com mestras, mestres e integrantes ajudam a compreender experiências que os números, sozinhos, não explicam. O levantamento de dados permite organizar informações sobre a atuação dos grupos e suas condições sociais e econômicas.

O que a cultura tem a ver com a economia?

Uma apresentação musical pode mobilizar muito mais do que o grupo que está em cena. Ao redor dela, podem trabalhar produtores, agentes culturais, vendedores de alimentos, restaurantes e serviços ligados ao turismo. A pesquisa examina essas relações e as possibilidades de fortalecer a economia criativa nos povoados, municípios e regiões.

Investigar esse potencial não significa reduzir a cultura à geração de renda. O desafio é compreender como o reconhecimento dos saberes, o apoio às comunidades e melhores condições de atuação podem caminhar juntos, respeitando as características de cada manifestação.

Conhecimento que volta para a sociedade

O Observatório busca produzir informações que contribuam para políticas públicas culturais e para estratégias de continuidade dos grupos. Publicações, palestras e ações de divulgação integram esse compromisso de compartilhar o conhecimento com comunidades, educadores, pesquisadores, agentes culturais e gestores.

Este site faz parte da divulgação da pesquisa: um espaço para aproximar o público das manifestações músico-culturais de Sergipe, de suas histórias e das questões que orientam a investigação.

CULTURA EM PERSPECTIVA

Tradições que criam
vínculos e oportunidades.

Conheça os indicadores históricos, sociais e culturais das manifestações sergipanas reunidos pela pesquisa.

27registros no levantamento

O impacto cultural aparece na transmissão de saberes, na convivência entre gerações, no pertencimento às comunidades e na circulação de pessoas e trabalho. Os registros abaixo ajudam a reconhecer essas contribuições em diferentes territórios.

01

História

Origens, datas, trajetórias e reconhecimentos que situam cada expressão cultural.

02

Contribuição social

Participação de mulheres, crianças e pessoas idosas, aprendizagem e memória comunitária.

03

Relação com o território

Festas, cortejos, turismo e atividades econômicas associados à vida cultural local.

Consultar fontes e referências ↓

27 registros para explorar

01

Estância

Barco de Fogo

Memória e identidadeTurismo e economia

O que essa manifestação fortalece

Forte símbolo identitário de Estância e dos festejos juninos sergipanos. Em 11 de junho, dia ligado ao nascimento de Chico Surdo, fogueteiros soltam barcos na Praça Barão de Rio Branco; a Prefeitura registra concurso próprio do Melhor Barco de Fogo e ações de valorização turística e cultural.

História e marcos de referência

Manifestação exclusiva de Estância, ligada ao ciclo junino. O Barco de Fogo é reconhecido como patrimônio cultural/imaterial de Sergipe pela Lei nº 7.690/2013; Estância recebeu o título de Capital Sergipana do Barco de Fogo pela Lei nº 8.650/2020; e o bem foi incluído no Calendário Oficial Cultural do Estado pela Lei nº 7.301/2011. Sua origem é associada a Francisco da Silva Cardoso, o Chico Surdo, nascido em 11 de junho de 1907.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

02

Estância

Batucada Buscapé / Busca-pé

Transmissão de saberesMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto direto na transmissão geracional: o grupo inclui crianças e adultos; o integrante mais novo tinha quatro ou cinco anos nos registros oficiais. Fortalece a memória do ciclo do fogo, do pisa-pólvora e do São João de Estância.

História e marcos de referência

Grupo de origem estanciana, fundado por Dona Zefinha há mais de quatro décadas; a Alese registra que o grupo foi criado em 1985 e possui 46 componentes. A manifestação mistura percussão, repentes e batidas fortes com tamancos de madeira.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

03

Todo o estado; presença forte no ciclo junino

Trio pé-de-serra / Matrizes Tradicionais do Forró

Turismo e economiaTransmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Gera trabalho para músicos, movimenta festas juninas, quadrilhas, arraiais, concursos e turismo cultural. O parecer técnico do IPHAN registra a presença das matrizes do forró em Sergipe e destaca a ampla rede de músicos, dançarinos, compositores, pesquisadores e apreciadores.

História e marcos de referência

As Matrizes Tradicionais do Forró foram registradas pelo IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil. O trio pé-de-serra, também chamado de trio gonzagueano, é formado por sanfona, zabumba e triângulo, podendo dialogar com pífano, rabeca e fole de oito baixos.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

04

Aracaju

Marinete do Forró

Turismo e economiaParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

Fortalece o turismo cultural da capital, pois reúne city tour, forró, dança junina e interação com turistas e moradores. A Prefeitura informa que a Marinete é abraçada por aracajuanos e visitantes desde sua criação.

História e marcos de referência

Manifestação urbano-turística junina de Aracaju. A Prefeitura registra que a Marinete do Forró foi idealizada há 24 anos e realiza roteiro turístico com decoração junina, música ao vivo, trio pé-de-serra e casal de quadrilheiros.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

05

Todo o estado; destaque em Aracaju e municípios do interior

Quadrilha Junina

Turismo e economiaParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

Alto impacto social, econômico e turístico: o Governo de Sergipe estimou a presença de mais de 1.500 quadrilheiros no campeonato de 2024 e, em 2025, destinou mais de R$ 1,5 milhão ao fortalecimento das quadrilhas juninas.

História e marcos de referência

Manifestação central do ciclo junino. Sergipe sediou o IX Campeonato Brasileiro de Quadrilhas Juninas em 2024, no Ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

06

Laranjeiras, Japaratuba, Boquim, Moita Bonita, Tobias Barreto e outras localidades

Bandas de Pífanos / tradição pifeira

Transmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Preservam repertórios instrumentais populares, práticas de cortejo e aprendizagem predominantemente oral. Em Sergipe, grupos de pífanos aparecem de forma recorrente em programações culturais, como o Encontro Cultural de Laranjeiras e palcos de apresentações juninas

História e marcos de referência

As bandas de pífanos são conjuntos de sopro e percussão tradicionais do Nordeste; em Sergipe aparecem em encontros culturais, festejos juninos e cortejos. O IPHAN também reconhece que o pífano integra o universo instrumental das matrizes tradicionais do forró.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

07

Laranjeiras

Banda de Pífanos “Esquenta Muié”

Transmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Impacto em formação musical e continuidade da tradição pifeira. Ao contrário de outras Bandas de Pífano, na “Esquenta Muié”, os músicos tocam por partitura. O grupo é citado em estudos e materiais de educação musical ligados às manifestações culturais sergipanas.

História e marcos de referência

Grupo ligado à cena cultural de Laranjeiras. O Palácio Olímpio Campos registra que a banda de pífanos “Esquenta Muié” surgiu de uma oficina de construção de pífanos durante o XXXV Encontro Cultural de Laranjeiras, em janeiro de 2010.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

08

Ilha Mem de Sá, Itaporanga d’Ajuda

Samba de Coco da Ilha Mem de Sá / Samba de Coco Nova Geração

Memória e identidadeTurismo e economiaTransmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Fortalece identidade ribeirinha, turismo de base comunitária e memória local. Pesquisa sobre a Ilha Mem de Sá registra que o Samba de Coco Nova Geração retomou a prática após interrupção e se apresentou no Sesc, Laranjeiras, Orla de Aracaju, Itaporanga, Japaratuba e Tobias Barreto.

História e marcos de referência

Manifestação de dança de roda, canto em coro e refrão, com pandeiros, bumbo, ganzás, cuícas e palmas. O Governo de Sergipe registra que o samba de coco da região é passado de geração em geração e praticado por pescadores e mulheres ribeirinhas.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

09

Mosqueiro, Aracaju

Samba de Coco do Mosqueiro

Participação e convivênciaTransmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Impacto em participação comunitária e transmissão popular: a Prefeitura de Aracaju registra que a apresentação envolve o público e permite que qualquer pessoa entre na roda e sambe. Em 2025, Mestre Diô foi incluído entre os contemplados pelo Programa de Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana.

História e marcos de referência

Manifestação tradicional da zona de expansão de Aracaju. Mestre Diô, Rosualdo da Conceição, é reconhecido como mestre do Samba de Coco do Mosqueiro; a Alese registra que ele conduz o grupo há 52 anos e que o grupo possui 26 brincantes.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

10

Povoado Mussuca, Laranjeiras

Samba de Coco / Samba de Pareia da Mussuca

Memória e identidadeParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

Símbolo de resistência afro-brasileira e quilombola; valoriza mulheres, dança em pares, percussão, canto e memória comunitária. Pesquisa da UFS descreve o Samba de Pareia como prática cultural da comunidade quilombola Mussuca, formada prioritariamente por mulheres, com homens na execução musical.

História e marcos de referência

Manifestação quilombola ligada à comunidade Mussuca, em Laranjeiras. O Governo de Sergipe registra tradição de mais de 300 anos, comunidade remanescente de quilombo reconhecida oficialmente desde 2006, e grupo com 42 anos de resgate, liderado por Mestra Dona Nadir.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

11

Mussuca, Laranjeiras

São Gonçalo da Mussuca

Memória e identidadeReligiosidade e pertencimento

O que essa manifestação fortalece

Impacto em religiosidade, música, dança, pertencimento quilombola e festivais culturais. Pesquisa da UFS trata o São Gonçalo da Mussuca em perspectiva etnomusicológica, considerando os aspectos musicais como vetor de transformação e permanência do grupo.

História e marcos de referência

Dança de São Gonçalo existente no povoado Mussuca, estudada desde a década de 1970. O Sesc-SP registra que a Dança de São Gonçalo da Mussuca foi descrita em 1976 em estudo etnográfico que compôs a Coleção Cadernos de Folclore.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

12

Riachuelo e outras localidades sergipanas

Samba de Roda

Transmissão de saberesParticipação e convivênciaMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

As mulheres são protagonistas no Samba de Roda de Riachuelo. A manifestação repassa mensagens entre gerações e fortalece a memória afro-popular.

História e marcos de referência

O Samba de Roda de Riachuelo é registrado como atividade da Associação Brasileira Cultural Irmãos Unidos; a transmissão ocorre pela oralidade e pelo canto.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

13

Povoado Aguada, Carmópolis

Samba de Aboio de Santa Bárbara

Memória e identidadeReligiosidade e pertencimento

O que essa manifestação fortalece

Impacto em memória afro-brasileira, religiosidade e preservação de comunidade tradicional. Registros jornalísticos apontam mais de 130 anos de tradição, com tambor, ronco da onça, ganzás e cantos que narram a história do povo negro.

História e marcos de referência

Manifestação ligada ao Terreiro Santa Bárbara, em Carmópolis. Estudos registram o Samba de Aboio Santa Bárbara como celebração de Santa Bárbara/Iansã e da libertação dos escravizados, realizada uma vez por ano no fim da Semana Santa.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

14

Aguada, Carmópolis

Bacamarteiros do Povoado Aguada

Transmissão de saberesParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

Forte impacto intergeracional: a manifestação é passada de pai para filho e reúne homens, mulheres e crianças. Registros indicam cerca de 80 componentes e apresentações no São João e no São Carmópolis, atraindo multidões.

História e marcos de referência

O Batalhão de Bacamarteiros do Povoado Aguada surgiu por volta de 1780 e é reconhecido como uma das mais antigas manifestações folclóricas de Sergipe. O Governo do Estado reconheceu o grupo como patrimônio cultural imaterial em 2016.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

15

Sertão sergipano; vaquejadas e festas de vaqueiro

Aboio e Toada

Memória e identidadeTransmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Reforçam a identidade do vaqueiro, da lida com o gado e das festas sertanejas. O aboio é descrito como canto com que vaqueiros guiam boiadas ou chamam bois dispersos, integrado ao cotidiano dos vaqueiros e suas famílias.

História e marcos de referência

O Aboio e a Toada são cantos de vaqueiros do Sertão Sergipano. Artigo da Associação Brasileira de Educação Musical (HARDER, et.al) descreve práticas como cantar em uníssono, em terças, improvisação e repente.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

16

Porto da Folha

Festa do Vaqueiro / Vaquejada de Porto da Folha

Turismo e economiaMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto em turismo, economia local, cultura sertaneja e preservação da figura do vaqueiro. A Prefeitura chama o evento de maior festa de gibão do Brasil e destaca cultura, tradição, preservação das origens, música e alegria.

História e marcos de referência

A Prefeitura de Porto da Folha realizou em 2025 a 53ª Festa do Vaqueiro, entre 25 e 29 de setembro, com programação que une tradição, música e valorização da cultura sertaneja.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

17

Povoado Marimbondo, Pirambu

Reisado de Sabal / Reisado do Marimbondo

Transmissão de saberesReligiosidade e pertencimento

O que essa manifestação fortalece

Forte transmissão familiar e comunitária. O Reisado de Sabal (ou Sabau) é associado ao Povoado Marimbondo, em Pirambu, com mais de dois séculos de história e continuidade por gerações.

História e marcos de referência

O Reisado do Marimbondo mantém tradição iniciada em 1805, segundo registro da Prefeitura de Aracaju. A manifestação é de matriz portuguesa, ligada ao ciclo natalino, ao nascimento de Jesus e ao Dia de Reis.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

18

Mosqueiro, Aracaju

Reisado do Mosqueiro

Participação e convivênciaMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto em sociabilidade, memória de mulheres e envelhecimento ativo. A participação no grupo foi descrita pelas integrantes como forma de sair de casa, conviver, preservar cultura e manter alegria coletiva.

História e marcos de referência

Grupo de Reisado da região do Mosqueiro, organizado por Dona Helena em registros acadêmicos e culturais. Em 2016, reportagem registrou grupo com 19 componentes, formado a partir da convivência de senhoras da região.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

19

Laranjeiras, São Cristóvão, Aracaju, Pirambu, Japaratuba, Moita Bonita, Itaporanga, Pinhão, Poço Verde, Riachão do Dantas, Simão Dias, Frei Paulo/Catuabo

Reisados em Sergipe — matriz geral

Transmissão de saberesReligiosidade e pertencimento

O que essa manifestação fortalece

Mantém cortejos, teatro popular, oralidade, religiosidade e aprendizagem entre gerações. Em São Cristóvão, por exemplo, o Reisado da Paz participa da Festa de Santos Reis, com cortejo da Igreja do Rosário dos Homens Pretos à Praça São Francisco.

História e marcos de referência

O Reisado acontece no ciclo natalino e de Santos Reis, com música, dança, personagens e teatralidade. Em Sergipe, registros oficiais citam grupos como Baile Estrela, Cheirosa do Quilombo, Reisado da Paz, Reisado São José e Estrelinha do Nordeste.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

20

Japaratuba

Cacumbi de Batinga

Memória e identidadeReligiosidade e pertencimentoTransmissão de saberes

O que essa manifestação fortalece

Impacto em memória ancestral, religiosidade popular e transmissão familiar. Reportagem local registra que o grupo Cacumbi de Batinga está ligado à família do Mestre Batinga e à cultura de Japaratuba.

História e marcos de referência

O Cacumbi de Batinga é citado como o grupo mais antigo entre os grupos folclóricos de Japaratuba, representando antepassados nas festividades de Santos Reis.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

21

Rosário do Catete

Batalhão do Rosário

Participação e convivênciaMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto em cultura local, música, tradição e participação de pessoas idosas. A TV Sergipe registrou que, no Batalhão do Rosário, a terceira idade “brilha” com música e tradição.

História e marcos de referência

Manifestação ligada a Rosário do Catete e ao Mestre João. A UFS realizou evento especial com “A história do Batalhão de Rosário”, reconhecendo o grupo como saber tradicional sergipano.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

22

Neópolis

Frevo no Carnaval de Neópolis

Turismo e economia

O que essa manifestação fortalece

Impacto turístico e econômico no carnaval de rua. O carnaval de Neópolis é marcado por frevo, marchinhas, blocos de rua e mela-mela; há registros de cobertura televisiva do frevo e do mela-mela no município.

História e marcos de referência

Neópolis é conhecida como Capital Sergipana do Frevo e mantém a tradição do bloco Zé Pereira nos carnavais. A Prefeitura registra a cidade como capital sergipana do frevo.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

23

Pirambu

Ilariô de Pirambu

Turismo e economiaMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto em turismo, dança de roda, samba de coco, samba de roda e memória comunitária. A justificativa legislativa registra que o grupo possui repertório de aproximadamente 100 músicas, apresentação em cortejo e grande roda, e promove o turismo e a história cultural de Pirambu.

História e marcos de referência

O Grupo Folclórico Ilariô foi criado em 26 de agosto de 1994 em Pirambu. A Lei nº 9.397/2024 declarou o Grupo Folclórico Ilariô como Bem de Interesse Cultural de Sergipe.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

24

Aracaju, Propriá, Neópolis e outros municípios

Festa / Procissão de Bom Jesus dos Navegantes

Turismo e economiaReligiosidade e pertencimentoMemória e identidade

O que essa manifestação fortalece

Impacto em turismo religioso, identidade ribeirinha e cultura fluvial. A Prefeitura de Aracaju considera a procissão de Bom Jesus dos Navegantes, com seus ritos e músicas como parte do potencial turístico religioso da capital. Estudo acadêmico registra a procissão de Aracaju como festa religiosa realizada desde 1856.

História e marcos de referência

Procissão fluvial realizada em vários municípios sergipanos no mês de janeiro. Em Aracaju, ocorre no dia 1º de janeiro e percorre o estuário do rio Sergipe; em Propriá e Neópolis, ocorre no rio São Francisco.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

Este registro reproduz o material-base; a referência externa específica não foi identificada nesta revisão.

25

Laranjeiras e Itaporanga d’Ajuda

Lambe-Sujo e Caboclinhos

Memória e identidadeParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

A encenação mantém em circulação a memória das relações entre negros, indígenas e agentes da escravidão. A participação na festa e a ocupação coletiva das ruas criam espaços de convivência e expressão cultural. Como síntese qualitativa da referência consultada, o registro destaca a continuidade social e histórica e a reflexão sobre conflitos e experiências vividas e relembradas pela comunidade. Essas contribuições são interpretativas: não correspondem a uma medição de público, renda ou impacto econômico.

História e marcos de referência

Em Laranjeiras, a festa encena relações e conflitos entre personagens negros, indígenas e capitães do mato. A dissertação de Vanessa Regina dos Santos (UFS, 2016) situa a celebração no segundo fim de semana de outubro e registra uma trajetória de mais de nove décadas à época do estudo. A localidade de Itaporanga d’Ajuda consta do levantamento-base; a referência acadêmica aqui consultada trata especificamente de Laranjeiras.

Fontes e referências

Base: levantamento documental da pesquisa.

26

Lagarto

Parafusos

Memória e identidadeParticipação e convivência

O que essa manifestação fortalece

Valoriza a memória e a identidade cultural de Lagarto. As apresentações levam essa expressão sergipana a outros públicos e criam oportunidades de intercâmbio cultural. A participação no festival de 2017 documenta essa circulação, apoiada por instituições públicas e organizações locais. São contribuições qualitativas de representação cultural e articulação comunitária, sem estimativa de renda ou público neste registro.

História e marcos de referência

Manifestação músico-cultural de Lagarto que articula dança e representação cênica. A narrativa dos Parafusos remete à fuga de pessoas escravizadas e à busca pela liberdade, expressa nos movimentos de rodopio. Em 2017, o grupo representou Sergipe no Festival de Folclore de Quinta do Sol, no Paraná, conforme notícia da assessoria da Prefeitura de Lagarto publicada pelo Portal Infonet.

Fontes e referências
27

Divina Pastora

Chegança de Divina Pastora

Memória e identidadeTransmissão de saberesParticipação comunitária

O que essa manifestação fortalece

A prática favorece a expressão da identidade cultural local e a transmissão de valores e tradições às novas gerações. A participação comunitária e os processos de criação e apresentação constituem dimensões de sua continuidade. Essas contribuições são uma síntese qualitativa do estudo, sem estimativas de público ou de impacto econômico.

História e marcos de referência

A Chegança de Divina Pastora é uma manifestação da cultura popular sergipana que articula performance e processos criativos comunitários. Sua realização no município é abordada na dissertação Atracados com Xibança, de Bruno Dias dos Santos, defendida na Universidade Federal de Sergipe em 2024.

Fontes e referências

SANTOS, Bruno Dias dos (2024). Atracados com Xibança.

Síntese do resumo e dos dados bibliográficos disponíveis no Repositório Institucional da UFS.

Como ler estes indicadores

Este é um levantamento documental de marcos históricos e contribuições sociais e culturais. Os registros reúnem manifestações, grupos, festas e iniciativas: algumas categorias abrangem outras, por isso os 27 registros não representam 27 manifestações independentes nem a totalidade do estado.

Os temas são uma organização didática do conteúdo. Não constituem um ranking nem uma medida comparável de impacto. Quantidades de integrantes, tempo de existência, estimativas de público e valores de fomento pertencem aos registros mencionados e podem se referir a períodos diferentes. Expressões como “há 24 anos” e “há 52 anos” correspondem à época da fonte, cuja data não foi especificada no levantamento.

Base documental: levantamento de indicadores históricos e de impactos sociais da pesquisa, com menções a registros do IPHAN, Governo de Sergipe, Alese, prefeituras, UFS, Sesc, ABEM e imprensa. O material-base foi preservado para consulta. As referências externas efetivamente consultadas nesta revisão estão identificadas abaixo, com a indicação do que sustentam. A complementação de Lambe-Sujo e Caboclinhos é uma síntese qualitativa fundamentada na dissertação da UFS; os registros 01 a 24 preservam o levantamento fornecido. Os itens 26 (Parafusos) e 27 (Chegança de Divina Pastora) foram acrescentados com referências próprias. Não foi feita a verificação independente de todas as datas, leis e quantidades do material-base.

TRANSPARÊNCIA DA PESQUISA

Fontes consultadas.

Consulte a origem dos registros e as referências que complementam a leitura. Cada referência informa seu alcance, para facilitar a conferência dos dados.

MATERIAL-BASE

Levantamento de indicadores históricos e de impactos sociais

Relação de 25 registros fornecida para a elaboração deste site, sem data e sem bibliografia individual completa. Os dados desse levantamento foram mantidos; o campo final de impacto foi complementado com a referência da UFS.

Consultar o levantamento original ↗
REFERÊNCIA CONSULTADA

Nossos Mestres — Mestra Zefinha ↗

Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), 1 dez. 2023.

Informa a criação da Batucada Buscapé em 1985, os 46 integrantes e a participação de crianças no retrato publicado em 2023 (registro 02).

REFERÊNCIA CONSULTADA

Especial Folclore: Berços da cultura regional ↗

CRUZ, Janaina. Portal Infonet, 20 ago. 2005.

Documenta grupos de pífanos e o Cacumbi de Batinga em Japaratuba, além da transmissão familiar das tradições (registros 06 e 20).

REFERÊNCIA CONSULTADA

Pirambu organiza seu XV Encontro Cultural ↗

Portal Infonet, 22 fev. 2005.

Registra a presença de Bacamarteiros de Aguada, pífanos de Japaratuba, Ilariô, Cacumbi de Batinga, Reisado de Marimbondo e São Gonçalo na programação do Culturarte. É referência de circulação cultural; não comprova datas de fundação ou todos os números dos cartões.

REFERÊNCIA CONSULTADA

Grupo Parafusos abrem Festival Folclórico no Paraná ↗

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lagarto, publicada pelo Portal Infonet, 3 ago. 2017.

Fundamenta a narrativa de memória, a representação de Sergipe e o intercâmbio cultural dos Parafusos no registro 26.

REFERÊNCIA CONSULTADA

Atracados com Xibança: a Chegança e sua performatividade em Divina Pastora-SE ↗

SANTOS, Bruno Dias dos. 2024. 151 f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Culturas Populares) — Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2024.

Fundamenta o registro 27, sobre identidade, performance e continuidade da Chegança de Divina Pastora. Consulta ao resumo e aos dados bibliográficos do repositório.

Consulta das referências: 20 de setembro de 2026. Para a fundamentação e as referências da pesquisa original, acesse também o artigo completo.

03 / CAMINHOS DA INVESTIGAÇÃO

Escutar, registrar
e compartilhar.

Uma abordagem qualitativa e quantitativa que combina encontros presenciais, documentação e análise.

01

Mapear os grupos

Identificar manifestações, territórios e contatos, reunindo informações sobre suas histórias e práticas.

02

Ouvir quem faz

Realizar entrevistas com mestras, mestres e integrantes, além de formulários com agentes culturais e comunidade.

03

Compreender os impactos

Investigar necessidades, desafios e oportunidades de valorização cultural e de fortalecimento da economia criativa.

04

Devolver conhecimento

Compartilhar o conhecimento por meio de publicações, eventos e materiais que ampliem o acesso à pesquisa.

O que planejamos alcançar

O planejamento inclui catalogar pelo menos 40 manifestações, realizar 15 entrevistas, aplicar dois formulários com pelo menos 100 respostas válidas e levantar indicadores de pelo menos 20 manifestações.

Também prevê relatório técnico, dois artigos científicos, três palestras públicas, divulgação em cinco redes sociais e meios de comunicação, versão acessível do relatório e publicação de um livro. Essas metas orientam o desenvolvimento da pesquisa.

EQUIPE DA PESQUISA

Quem constrói
esta pesquisa.

Trajetórias na música e na educação, em diálogo com a cultura sergipana.

Rejane HarderPESQUISADORA PRINCIPAL

Rejane
Harder

Doutora em Música/Educação Musical e pós-doutora em Sociologia da Educação Musical pela UFMG. Professora do Departamento de Música da UFS, flautista e pianista.

Adelson BritoMÚSICA & PROJETOS SOCIAIS

Adelson
Brito

Mestre em Música/Flauta Transversal pela UEMG e professor no Departamento de Música da UFS. Flautista, compositor e arranjador, com atuação em projetos sociais.

Felipe Harder AnnunziatoMÚSICA & FORMAÇÃO

Felipe Harder
Annunziato

Bacharel em Música/Violino pela UFBA e especialista em Educação Musical. Violinista, maestro e professor de Música na UFS.

Primeira página do artigo apresentado no II Congresso Internacional MultidisciplinarDOCUMENTO ORIGINAL · 9 PÁGINAS

LEITURA COMPLEMENTAR

Quer saber mais?

Observatório de Cultura e Economia Criativa: mapeamento e estudo de manifestações músico-culturais de Sergipe

Para mais informações sobre a pesquisa, leia o artigo completo. A leitura complementar apresenta a fundamentação, os objetivos, a metodologia e as referências, com acesso gratuito ao PDF integral.

Felipe Harder Annunziato · Adelson Brito · Rejane Harder

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Cultura que permanece.

Aprofunde a leitura

APOIO E FOMENTO

FUNCAP — Fundação de Cultura e Arte Aperipê de SergipeSecretaria Especial da Cultura — Sergipe, Governo do EstadoPolítica Nacional Aldir BlancMinistério da Cultura — Governo Federal, Brasil, União e Reconstrução

Pesquisa com apoio da Lei Aldir Blanc (FUNCAP, MinC) e do PIBIC (CNPq).

Créditos fotográficos e fontes

Imagens do acervo pessoal de Rejane Harder, recuperadas das reproduções do livro Educação musical através das manifestações culturais de Sergipe (2015). A restauração com IA pode ter reconstruído detalhes; o livro permanece como referência documental. As categorias seguem a identificação do acervo enviado e incluem grupos, instrumentos e registros de contexto.

Crédito das imagens exibidas: acervo pessoal de Rejane Harder.